terça-feira, junho 17, 2008

Depois do Boteco de Ares...

Uma comemoração que fazemos entre os amigos, na vespera da Festa onde homenageamos ao deus das guerras e das lutas que vivemos no dia a dia. Agora sou surpreendido por uma nova concorrencia o "Barzinho de Jesus" que ameaça se transformar em tradição.
Será que o além do sangue a Cerveja, a cachaça e o Vinho de Jesus também tem poder ???
Sei lá eu não fui... fiquei com medo do que ia encontrar por lá. se bem que o tal jesus era boa praça, já que era criticado pelos fariseus por viver em jantares regados a vinho e cercado por mulheres. Tanto que seu primeiro milagre foi transformar agua em vinho. Fico imaginando se neste barzinho ele transforma agua em cerveja1 é lucro certo já que a agua é baratinho.


quinta-feira, junho 05, 2008

Os Italianos e os Ciganos



15/05/2008

Cinco acampamentos de ciganos romenos foram incendiados nas últimas 48 horas em Ponticelli, na periferia de Nápoles, noticia o El País. A comunidade teme que regressem a Itália as leis raciais do tempo do fascismo.

Os habitantes dos acampamentos tiveram de abandonar o local escoltados pela polícia, devido às ameaças de que têm sido alvo.

A notícia de que uma jovem romena de 16 anos teria tentado sequestrar um bebé despoletou o terror em Nápoles. Habitantes locais lançaram pedras e cocktails molotov para os acampamentos, semeando o terror entre os adultos e crianças que vivem nos acampamentos.

«Não sabemos para onde ir. Se nos mudarmos para Roma ou Veneza irá acontecer-nos o mesmo», disse esta quarta-feira um dos ciganos, citado pelo El País.

De acordo com relatos da agência de noticias italiana Ansa, um grupo de mulheres e crianças aplaudia, enquanto as chamas destruíam um dos acampamentos.

Já esta manhã, habitantes da zona, regressaram ao local, para incendiarem o pouco que tinha resistido às chamas. O grupo festejava, batendo palmas e cantando. Os bombeiros foram recebidos com gritos de: «Vocês apagam as chamas, nós regressaremos para as reacender».

Em Itália, de acordo com Organizações não Governamentais, vivem entre 130 e 150 mil ciganos. Metade têm nacionalidade italiana, cerca de 50 mil são romenos, e os restantes jugoslavos.


20-05-2008

Itália: Governo quer acabar com acampamentos de ciganos

O ministro italiano do Interior, Roberto Maroni, assegurou segunda-feira que quer eliminar todos os acampamentos de ciganos ilegais e criar "estruturas de alojamento dignas de tal nome".

Maroni fez estas declarações no programa Porta a Porta da televisão pública RAI.

"Nesses acampamentos, há de tudo, cidadãos honestos e infiltrados que geram reacções injustificáveis mas determinadas pelo que sucede nos acampamentos vizinhos", comentou o ministro.

Maroni disse que os que não tiverem a sua documentação em ordem serão "levados para a prisão, caso tenham cometido um delito, e expulsos para o seu país de origem".

Trata-se de uma operação para ser levada a cabo "num curto prazo", por esse motivo, "os prefeitos de Roma, Nápoles e Milão serão nomeados comissários extraordinários".

O ministro declarou-se favorável a tipificar a imigração ilegal como delito, o que de momento não está contemplado no decreto-lei sobre segurança que será aprovado esta semana na reunião do Conselho de Ministros que se realiza em Nápoles.

"Em países civilizadíssimos como a França e a Alemanha o delito de imigração clandestina já existe: isso implica o julgamento imediato e a expulsão depois da sentença de condenação", disse Maroni, assegurando que insistirá, por isso, na tipificação do delito.

Enquanto isto, o plenário do Parlamento Europeu debate hoje a proposta do grupo Socialista sobre a situação dos ciganos na Itália e nos restantes países da União Europeia (UE).

O ponto foi incluído segunda-feira na agenda por 106 votos a favor, 100 contra e duas abstenções.

O presidente dos socialistas, o alemão Martin Schulz, indicou que o colectivo irá examinar a situação "não só em Itália mas também na Europa em geral".

"A situação em Itália é difícil mas não é problema especificamente italiano", disse Schulz, aludindo aos recentes ataques perpetrados contra acampamentos de ciganos romenos e de outros países do Leste de Europa em Nápoles e Roma.

O debate de hoje é precedido por uma pergunta à Comissão Europeia que deverá expor as políticas da UE na matéria- a que se seguirão as intervenções dos eurodeputados.

Não está previsto a votação de nenhuma resolução escrita.


Seg, 02 Jun, 07h49

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, concedeu aos prefeitos de Roma, Milão e Nápoles, as três maiores cidades da Itália, poderes extraordinários para resolver o que chamou de "emergência cigana", segundo o jornal espanhol El Pais. Desde que foi eleito em abril, Berlusconi vem endurecendo a política contra imigrantes, especialmente os romas (ciganos), vistos com desconfiança por muitos italianos. O ministro do Interior, Alfredo Mantovano, chegou acusar os romas de estarem ligados a roubos, assaltos e raptos.

A aprovação dos poderes especiais, publicada no sábado na Gazeta Oficial italiana, prevê uma verba inicial de € 3 milhões (US$ 4,6 milhões) para que os prefeitos "realoquem ou expulsem" as comunidades ciganas das regiões do Lácio, da Lombardia e da Campânia. "As ações que devem ser tomadas são o controle e recenseamento de todos os ciganos, além da adoção, em colaboração com a polícia, das medidas necessárias em relação a indivíduos que possam ser objeto de ações judiciais", de acordo com a ordem aprovada por Berlusconi. A medida prevê ainda que os prefeitos poderão desmontar acampamentos ilegais e obrigar seus moradores a se mudarem para locais mais afastados.

A desconfiança em relação aos romas - etnia originária principalmente da Romênia - não é novidade na Itália. O governo de centro-esquerda de Romano Prodi, que caiu no começo do ano, também foi pressionado pela população para que lidasse com a população cigana. O problema voltou a ocupar as manchetes dos jornais italianos quando uma jovem roma foi acusada de ter tentado raptar um bebê italiano em maio, em Nápoles. A acusação, não confirmada pela polícia, foi o suficiente para que grupos de moradores enfurecidos incendiassem dois acampamentos de ciganos.

No sábado, em entrevista ao jornal Il Tempo, Mantovano não poupou acusações à etnia. "Como demonstram os números e a realidade sociológica, os romas são uma etnia ligada a certos tipos de crimes, como roubos, assaltos e até raptos", acusou o ministro, do partido de extrema direita Aliança Nacional. A Romênia e a comunidade internacional criticaram o recente endurecimento da política italiana contra os ciganos. Na semana passada, a organização Anistia Internacional disse estar alarmada com o que chamou de "clima de discriminação" na Itália.

Teofania

Um livro não para entender ou comparar os deuses, mas perceber como e porque os Olímpicos foram cultuadas pelos gregos, umas das mais importantes civilizações que formaram o mundo de Hoje.

Adorei, já grifei inteiro! fundamental para a compreensão de vários aspectos da religião dos gregos.

Publicado em 1959, depois da morte de seu autor, este belo livro dá um precioso arremate a grandes obras de Walter Friedrich Otto. Em particular, Teofania liga-se de um modo íntimo ao famoso Die Götter Griechenlands, de que esta editora publicou a pioneira tradução em língua portuguesa, Os Deuses da Grécia, e ao igualmente célebre ensaio Dionysos. Mas Teofania também recapitula e aprofunda teses expostas pelo autor em outros estudos da última fase de sua generosa produção. Oferece, pois, uma perspectiva privilegiada para o desfrute do pensamento de um ensaísta original, que se destacou em sua época pela singularidade de sua posição teórica, pela beleza de seus escritos, por uma profunda sensibilidade poética e pelo autêntico fervor com que tratou da religião grega. Estas qualidades asseguraram a ampla repercussão de sua obra, embora ele costumasse “remar contra a correnteza”, divergindo das principais linhas de pensamento que em seu tempo dominavam os estudos clássicos: encontram-se aqui agudas observações sobre as teorias do animismo, do fetichismo e similares, assim como sobre as elaborações da chamada “ psicologia das profundezas“. Sua autêntica devoção aos deuses gregos causou assombro, mas este verdadeiro entusiasmo lhe franqueou uma percepção privilegiada dos valores religiosos por ele estudados.

Walter F. Otto deu destaque à presença que continuam a ter no mundo ocidental as figuras esplêndidas dos deuses gregos e a partir deste sentimento procurou aproximar-se das fontes da religião helênica. Teofania reflete o sentimento apaixonado de uma fascinante aparição que este poeta do helenismo se empenhou em contemplar. Trata-se, pois, de um livro encantado... e por isso mesmo encantador.




segunda-feira, maio 26, 2008

Santa Sara Kali e Eu

É incrível a força que as coisas tem, quando elas precisam acontecer.

Santa Sara Kali, sempre foi para mim uma devoção do povo Cigano, e portanto algo que pertencia a tradições que não estavam ligadas a minha.

Nos cruzamos a primeira vez há uns anos atrás, quando eu pesquisava Maria Madalena e o Santo Graal e estava no sul da França, seguindo a trilha de Maria Madalena na Europa. ( isto aconteceu uns anos antes do lançamento do livro O Código Da Vinci e eu seguia a trilha do Livro “O Santo Graal e a linhagem Sagrada” que me fez percorrer o sul da França e a região Cátara. Num pequeno bistrô próximo a Montpelier, uma outra paixão falou mais alto escutei sobre o Sal das Camargues e soube que estava a poucos quilômetros desta região. E fui em frente em busca deste sal culinário e cheguei numa cidade chamada Saintes-Maries-de-La-Mer. Fui em busca do sal, mas não pude deixar de ver uma grande Igreja de tijolos aparentes e entrei.

Era a Igreja onde contam as lendas foram enterradas Maria Jacobina, Maria Salomé, que junto com Maria de Madalena dão nome a Cidade ( Santas Marias do Mar) e uma jovem escrava negra, que veio com elas da Palestina, Sara, a Negra (Kali em romanie hindú). Vi a imagem desta Santa, não reconhecida pela igreja católica, que ajudou na conversão dos habitantes da região. Visitei a igreja onde no dia 24 de Maio acontece a peregrinação dos ciganos e a festa de Santa Sara Kali e a cripta onde se encontra a mais antiga de suas estátuas. E corri de volta para a região Cátara, com 3 quilos dos cristais brancos do sal de Camargue.

Passou o tempo, e há 3 anos fui convidado por um amigo cigano para uma festa familiar de Santa Sara, infelizmente, outro compromisso impediu que eu fosse, e mais um ano se passou e nele conheci melhor o Hermínio Portela, pela rede trocavamos textos e conhecimentos teóricos e práticos sobre paganismo Greco –romano. Infelizmente não conseguimos nos encontrar neste ano, mas deixei minha agenda livre para o mês de maio, já que minha curiosidade em torno deste grupo cigano que cultuavam os deuses antigos aumentava a cada dia.

E em Maio de 2006, finalmente conheci o Hermínio e sua tribo, e foi como um reencontro de amigos ou irmãos, que não se viam há muito tempo. Cada um daquela família, me tocou com seu abraço, me senti bem vindo como fazia tempo que não sentia. E acompanhando a procissão de Sara, comecei a ver que a cada passo algo estava significando mais do que meus olhos viam. A procissão com a Santa em seu andor, atravessava um pequeno riacho carregada pelos Homens e depois voltava por uma outra ponte onde era recepcionada pelas mulheres. Era por demais estranho existir duas pontes a menos de 3 metros uma da outra, mas enfim não era minha tradição, não era meu sangue. Mas eu observava ali tinha coisa, tinha babado... tinha baraka.

E logo depois fui convidado para entrar na Tenda junto com os homens da tribo e de mero observador passei a integrante do ritual e senti a força que tinha tudo aquilo.

Até a minha segunda festa de Sara, visitei várias vezes a chaca e a tribo, vivíamos inventando motivo, almoço, jantares e fomos estreitando a amizade. No ano de 2007 fui convidado para participar das Slavas sazonais em honra aos deuses, para conhecer a roda do ano da Tribo. E assim participei da festa já bem mais familiarizado com os seus costumes e nesta meus 25% de sangue andaluz gritaram bem alto. Ainda em 2007 aceitei o chamado de Dionísio e minha iniciação foi confirmada na Tribo e ganhei uma espécie de dupla cidadania. Não virei cigano, afinal ninguém vira cigano. O povo cigano é uma etnia, assim como ninguém vira japonês, chinês ou cracoviano, não tem o porque eu me considerar cigano, apesar de que, se revirar minha ancestralidade da Andaluzia devo encontrar algumas gotas do sangue cigano misturadas ao meu.

Me senti acolhido, por gente que gostava das mesmas coisas e adorava os mesmos deuses que eu. Ciganos pagãos e politeístas, talvez uma exceção aqui no Brasil, já que a maioria dos ciganos que moram no Brasil, são católicos ou evangélicos ( como disse cigano é o sangue, não a religião). Encontrei o meu povo, a minha família com laços tão forte como os laços de sangue, já que não escolhemos nossos pais e irmãos e a Tribo é a “Família” que escolhi.

Depois da minha aceitação pela tribo, comecei a conhecer o que realmente acontecia nas slavas sazonais, já que antes de confirmada a iniciação eu via apenas as festas, sem saber realmente o que acontecia. Depois de confirmado e recebido o Kamia, passei a participar do que acontecia antes e depois da festa, e aí vi e compreendi o sentido de tudo que eu via. E gostei ainda mais, pois tudo o que eu tinha estudado na teoria, era ali na tribo e nas suas slavas aplicado na prática. Uma pratica que eu perseguia a anos.

E finalmente chegou minha terceira festa de Santa Sara Kali. Agora eu não era mais um convidado, era um membro da família e pude participar da montagem da festa; Três dias de trabalho duro junto com todos os membros da família. E finalmente pude perceber que o sentido da festa era agradecer por tudo que nos foi dado no ano anterior e neste agradecimento louvamos Santa Sara convidando os nossos amigos para comungar conosco deste agradecimento a maneira dos ciganos, com musica, dança, comida, bebida e a alegria que apenas povos sofridos e perseguidos podem sentir.

Para nós da Tribo beber e comer com amigos é mais que um simples ritual, é a Celebração da Vida que começa a brotar dentro do negro e escuro ventre da terra e que virá a luz com o nascimento da criança divina que reinará durante o próximo ciclo.

Hoje sou um Devoto de Sara, e como tal me irrito ao ver que ela e sua festa virou moda e que todo maio, terreiros de Umbanda, espaços esquisotéricos e outros aproveitadores fazem dela um comércio que leva a nada. Me irrita que folhetos de festas de Santa Sara sejam distribuídos pelas ruas e que eu receba convites de festas ciganas pela internet. Me irrita ver que as pessoas aceitam qualquer simulacro, que lhes dê a impressão de estar participando de algo sagrado, que poderia mudar suas vidas ao invés de procurar a seriedade e uma fé que realmente as transforme. Hoje o culto a uma divindade passou a ser considerado como uma grife, que as destaque dos demais e estes se esquecem que a divindade está na natureza e na simplicidade das coisas naturais.

Santa Sara Kali está intimamente ligada a etnia cigana e perde todo e qualquer sentido se não for cultuada entre eles e em família. Infelizmente muitos não percebem isto.

quarta-feira, maio 07, 2008

Um Livro para mulheres,

Ou para Homens que gostam de mulheres

“Um dia, chegando bem tarde em casa, em Paris, encontrei na porta um livro grego, com os seguintes dizeres em letras maiúsculas: “PARA SER LIDO COM PRIORIDADE ABSOLUTA”. Peguei o volume e comecei a folhear as primeiras páginas. Quando o pus de lado, depois de ter lido até a última linha, vi que já amanhecera há muito, e eu ainda nem havia trocado de roupa! Um choque, foi realmente um choque! Finalmente, ali estava o livro esperado, desejado, o livro de um grego sobre a Grécia que não era um romance de tese nem guia folclórico, mas uma obra verdadeira, original, universal! Sim aquela obra que eu tinha nas mãos era o romance intitulado To trito stephani, “A terceira grinalda” – de casamento, de um desconhecido chamado Kostas Taxtsis. Era um romance que relatava a história de duas mulheres de meios muito diferentes, mas cuja vida, relações, encontros, obsessões, amores, ódios, diálogos e monólogos descreviam, com um sentimento de verdade atordoante, a vida de duas famílias gregas, em Atenas e em Salônica, antes, durante e logo depois da guerra. E isso num texto tão magistral e ao mesmo tempo tão fluido, que não se consegue largar o livro. Sim, uma obra prima.” Jaques Lacarrière, em Grécia um olhar amoroso pág. 524, Ediouro, Rio de Janeiro, 2003.

Amei este livro, ainda que não tenha conseguido ler inteiro ainda, (estou na metade)mas deu pra sentir que ele é fantástico, mostra mulheres em estado bruto com seus sentimentos a flor da pele, falando dos seus casamentos, filhos, traições e da vida que levam. Melhor do que as coisas psicológicas ou feministas que rodam por aí.

quinta-feira, abril 24, 2008

O Tempo e a Vida

Pois é eu e a Lu estamos juntos há 50.493.160 segundos e em cada um deles estive pensando nela.

É engraçado como as pessoas lançam previsões pessimistas sobre relacionamentos, pois se fossemos levar em consideração o tanto que ouvimos que este relacionamento poderia dar errado, creio, não teria durado um mês.

Pois é relacionar-se é estar disposto a construir uma relação, acreditar em alma gêmea ou em pessoas ideais, leva a relacionamentos curtos pois com a alma gêmea ou com a pessoa ideal, não podem acontecer brigas, discussões e desentendimentos. O Povo acredita em relações perfeitas, e estas não existem. Nós ainda aparamos nossas imperfeições, discutimos, brigamos, mas sempre levamos em conta que algo maior nos une, Eros, Fanes os deuses da atração, em física a Gravidade é o que nos mantém juntos, orbitando um ao outro, sem conseguir ficar longe. É por esta força divina ou física, pela distancia ser insuportável é que reconsideramos as divergências e resolvemos as dificuldades.

E ontem comemoramos 4 anos juntos.

segunda-feira, abril 07, 2008

As primícias de Marte.

Em pleno signo de Áries finalmente o Limoeiro que foi consagrado a Marte voltou a nos brindar com seus frutos e o primeiro limão vermelho amadureceu no pé e logo o ofertamos ao deus guerreiro.

E é claro colhemos alguns quase maduros e fizemos a primeira Caipirinha para brindar ao Deus acompanhadas por Ovos de Codorna e Mortadela com limão no melhor estilo boteco de soldado.

AVE MARTE !

O chamado de Afrodite

Depois da maravilhosa resposta de Afrodite na noite de Sexta, o Sitio amanheceu no sábado tomado por seu encanto, ao abrir a porta da cozinha, não fui recepcionado pelas alegres mordidas do Surya, mas me espantei pela tenacidade e insistência que Ele tentava fazer sexo com o Bento, que incomodado pela força física do Surya, o Maximo que podia fazer era tirar o dele da reta com alguns movimentos laterais.

De cara eu pensei, porque o outro Bento se implicava tanto com o Homossexualismo, se ali mesmo na minha frente a natureza comprovava que este era totalmente normal entre os cães, pelo menos entre cães adolescentes, pois não via no semblante de nenhum dos dois, o medo do fogo do inferno, nem culpa ou pegado. Eles apenas respondiam a um chamado da natureza. Deve ser porque o Deus do outro Bento, se julga superior a natureza e não a compreende. Também ele mora nos céus não deve conhecer as coisas da Terra.

Logo descobri a razão do despertar do desejo de ambos, do outro lado da cerca, Diana uma cadela preta mal cuidada se divertia com a disputa de dois cachorros grandes por ela, um tentava outro derrubaba se engalfinhavam e logo o outros tentava numa feroz disputa. Até que o Panda levasse a melhor e em seguida foi derrubado pelo outro ficando naquela incomoda posição de rabo contra rabo.

Passado um tempo não agüentando as suplicas da Mel para ir ao lago abri os portões e logo o Surya e o Bento entraram na disputa pela Diana.

E aí os dois cachorros não gostaram da entrada do Surya que é tão grande como eles, e varias brigas ocorreram. Prendemos o Surya e fomos até a Vila fazer compras.

Lá descobrimos que a Yanka estava no cio e que sua pequena dona só admitia que ela fosse coberta pelo Surya, levamos a Cadela uma Labradora Preta para casa e a colocamos no Canil com o Surya e percebendo que quem continuava na disputa pela Diana era o Bento, para evitar que ele se ferisse na disputa com os cachorros que tinham o dobro do seu tamanho, o amarramos na varanda.

O Surya como qualquer adolescente Humano, nem perdeu tempo com preliminares e montou a Cadela virgem e pouco tempo depois ambos sorriam satisfeitos no canil.

Voltamos para a casa e encontramos o Bento desolado amarrado na varanda e imaginamos o que se passava por sua cabeça:

Depois este povo diz que não tem preconceito, eu que sou pretinho, quase tomei no rabo pela manhã. Tive que disputar uma cadela vagabunda no tapa com dois cachorrões sem ter sucesso e acabo aqui de castigo am,amarrado na coleira. O outro que é filhinho de papai, loiro e grande, é levado pra suíte nupcial com uma virgem....

Ô vida de cachorro... só falta o Corintians perder para o noroeste?

Algumas coisas que não devíamos contar ...

Nesta sexta feira, ao fazer uma entrega a Afrodite, aconteceu uma série de coisas que relutei um bocado antes de tornar publica. Mas se o estou fazendo não é com o intuito de me vangloriar, afinal a glória não é minha e sim da Deusa, mas para mostrar ao pequeno grupo que me cerca, que se fazemos as coisas direitas, honestamente e com fé as respostas nos chegam de maneira clara.

Portanto é com Diké e não com a Hybris que faço o relato a seguir:

Sexta feira , no momento limite do entardecer, acendi uma chama para Fornax, A deusa Romana dos fornos domésticos e em seguida comecei a cozinhar para Afrodite, Pela janela da cozinha via a fina garoa que caia sobre o Sítio em meio a neblina, e mesmos sem quere pensava na ultima oferenda que eu fizera junto a sua estátua no lago, que foi entregue debaixo de uma chuva fina que se prolongou durante toda a noite e manhã seguinte e que para o meu assombro encontrei seca, apenas com umas gotas que mais pareciam terem sido pulverizadas como enfeite. Como será que ela me responderia desta vez?

Preparada e enfeitada a oferenda segui para o lago ainda envolto pela névoa demorei-me um pouco fazendo meus pedidos e conversando com a Deusa, quando percebi que a garoa parara e que o céu se abriu mostrando todas as suas estrelas e no leste a meia altura uma estrela vermelha crescia diante dos meus olhos até que seu brilho ficasse maior que todas as outras estrelas, e aí ela mudou de cor ficando branca e crescendo ainda mais, até que sua luz iluminasse o caminho como a luz da lua cheia.

Quando saí do lago e voltei para a estrada de terra a luz diminuiu até extinguir-se e a leve garoa e as névoas voltaram, e subi para a casa recepcionado pelo forte perfume da dama da noite, como acontece no verão e recebido pela Lú dizendo:

Afrodite aceitou sua oferenda, a energia aqui da casa mudou enquanto você esteve no lago.

Contei isto pelos motivos que expus acima e para que confirmar os poderes de Afrodite, a deusa da beleza e dos encantos que presenteia aqueles que são a ela devotos.

AVE VÊNUS