quarta-feira, novembro 12, 2008

As Artes de Atena


É muito estranho perceber que, nestes tempos de neopaganismo, a Deusa mais importante da antiguidade é relegada ao segundo plano, quando na religião grega ela fazia parte da trindade mais adorada tanto pelos gregos, (Zeus, Atena e Apolo) quanto pelos Romanos (Júpiter, Juno e Minerva, a Tríade Capitolina).

A primeira vista seria muito simples explicar esta ausência, já que parece que a inteligência abandonou de vez o nosso planeta. É claro que para quem busca o superficial, o que encontram sobre Atena é também superficial. E como poucos se dão ao trabalho de buscar profundidade e o que vemos na superfície é que Atena é a Deusa da estratégia militar e dos trabalhos artesanais para os gregos e a Deusa da sabedoria e engenhosidade para os romanos, coisas bem simples, convenhamos.

Leia o texto completo em http://www.tribosdegaia.org/textos/mitologia17.html

sexta-feira, novembro 07, 2008

Epigramas, não tão amorosos.

É claro que numa coletânea de epigramas não veremos apenas a felicidade do amor, vemos também o amor que dói, que mata ou faz sofrer, vamos ver algumas dores de corno gregas, e por serem gregas também são trágicas.

Zeus Enamorado

Não houve namorado mais lamentável que Zeus, para amar Danae se transformou em Ouro, para Sêmele, touro, com Leda cisne: Nunca foi amado por si mesmo. E como foi triste sua sorte na noite que para agradar Acmena, se viu obrigado a mais dolorosa transformação, transformou-se no seu esposo querido.

Ródope

Ródope me repeliu! Quero rasgar este vestido, enfeitado com uma faixa púrpura. Meus cabelos cairão em desordem. Não cuidarei mais das mãos, e minhas unhas se tornarão garras.
Com estas garras ferirei os olhos. Eles já não vêem Ródope: Cessem, portanto, de ver a luz da Aurora.

A Velha

Ah, o ciúme e a inveja não nos permitem sequer uma simples conversa á toa; nem a linguagem furtiva dos olhares. Uma velha maldosa ali está, a espionar-no incessantemente. É mais feroz que o vaqueiro de olhos inumeráveis que montava guarda Io filha de Ínaco. Fica-te aí, velha, a espiar-nos; é em vão sua que te fadigas; teu olhar não penetrará jamais no fundo do nosso ser.

Sobre a Morte

Se os mortais pudessem comprar a peso de ouro Alguns instantes de vida, eu conseguiria grandes riquezas, e quando a morte passasse por mim, poderia dar-lhe dinheiro e gritar-lhe: - Vai-te embora. Mas não podemos comprar a vida. De que serviria o ouro? Todos temos que morrer. Porque perder tempo com esforços inúteis? Prefiro beber com meus amigos. Tragam-me um vinho perfumado! E tu, jovem amiga, vem pra mim, para que possamos honrar a divina Afrodite.

O Corvo Branco

Procura outra presa, Mesnéstion. Não sou caça que te convém. Prefiro as maçãs bem maduras. O fruto que desejo colher amadurou no mesmo verão que eu.
Tu me seduzires! Creio que te seria mais fácil ver um corvo branco.

Corina

Não cairei nunca em forma de chuva de ouro. Outro se transforme em touro ou em cisne de voz melodiosa. Deixemos tais brinquedos para Zeus. Dou a Corina os seus dois óbolos, e assim posso conservar minha agradável aparência.

Sim

Sim, pela cabeleira amorosa de Rodante; sim pela carne perfumada de Mírtis; sim pelos braços tentadores de Ílias; sim pela voz encantadora de Teano; Sim pelo olhar luminoso de Filina – asseguro-te, Eros que escapa de meus lábios um leve sopro, que vai se perder. Se o perceberes, não compreenderás a minha queixa.

Não

Não pela cabeleira de Timo; não, pelo gracioso pé de Heliodora; não, pelo olhar de Anticléia, ternamente risonho; não, pela fronte florida de Dorotéia – não, tua aljava, Eros, já não esconde nenhuma flecha: todas voaram contra mim, e todas me feriram.

sexta-feira, outubro 31, 2008

Mais epigramas amorosos

A Cortesã

Tuas palavras são impudicas, teus olhares insolentes, e és conquista fácil.

Outros te censurem: eu te louvarei.

Não admiramos cavalos arrogantes e os pássaros que vivem de cabeça erguida?

Conserva o orgulho da sua beleza. Aceitas um salário? Danae aceitou ouro.

Oferecem-te coroas? Tambem as oferecem aà virgem Ártemis.

Entregas-te às vezes aos campônios? Helena entregou-se ao pastor Paris.

Não recusas marinheiros? Jasão, o primeiro, dizem, que afrontou os perigos

do mar, foi amado por uma Nigromante.

Não desdenhas os escravos? Ó generosa amiga, não tem eles, presos em teus braços

a ilusão da liberdade.

O Vento

Por que não sou o vento? Quando passeias pela praia, eu acariciaria os teus seios nus.

O Exilado

Tem piedade, Ródope, de um infeliz que Mírteia exilou de sua morada.

Lembra-te de que outrora os ateniences acolheram os Heráclitas errantes.

Sê boa, e Mírtea ficará sabendo que me consolaste dos seus desdéns:

Pensa que os olhos dela, então, boiarão em lágrimas furiosas.



sexta-feira, outubro 24, 2008

Venerdì



O Retrato

Grande pintor, vem e pinta o retrato da minha amiga. Eu a descreverei.

Pinta os seus longos cabelos, negros e macios, untando-os, se puderes, com um óleo que conserve o mais doce perfume. Pinta-lhe a fronte de marfim e as lindas sobrancelhas. Os seus olhos por vezes lançam chamas – olhos claros como os olhos de Atena, úmidos como os de Afrodite.

Para pintar-lhe o nariz e as faces, Porá leite de rosas em suas tintas. Os lábios dela sugerem o beijo. No queixo, nas espáduas, sente-se o sortilégio de todas as graças.

Depois cobrir-lhes-ás o corpo com uma leve púrpura, que deixara transparecer um pouco de sua carne idolatrada.


Os Presentes

Quase nada tenho, minha amiga, mas sou teu, de todo o coração, juro-o. E a dádiva que lhe faço vale mais que os presentes preciosos.

Recebe esta lã fofa e espessa, que a púrpura florida colora. Toma ainda este tecido rosa. Para os teus cabelos aceita o perfume que este vidro Glauco encerra.

Passarás num vestido gracioso, provarás que são hábeis suas mãos. Eu guardarei de ti uma perfumada lembrança.


A Amante

Dentro da noite, enganando meu marido, eu vim. A chuva pesada molhou-me toda. E agora? Vamos nos sentar, sem fazer nada? Vamos dormir?

Ora, como se aos amantes fosse permitido dormir?


Irene

Como se eles deixassem os dourados domínios de Cípris, os amores descobriram a terna Irene. Flor sagrada, Irene desabrochava. E nela então eles adoravam todas as graças virginais. E estendendo os nervos purpurinos dos arcos dardejavam inumeráveis flechas sobre os rapazes.


Afrodite de Ouro

Homero, que sempre falava bem, afirmou que Afrodite é de ouro. Foi a coisa mais justa que ele disse.

Trazes algum dinheiro? Ès amigo da Casa, nenhum porteiro te detém e não encontras nenhum cão no vestíbulo. Vens de mãos vazias? O Próprio Cérbero se levanta contra ti.

Ó Mulheres, criaturas ávidas: quem vos viu alguma vez desdenhar a riquesa, vós que com asco repelis a pobreza

sexta-feira, outubro 17, 2008

+ Epigramas Amorosos

Em dia corrido de Pai da Noiva, não posso deixar de louvar Afrodite com versos escritos há dois mil anos.

Que ela traga e ofereça a minha filha Ariane todos os seus dons.

E que Hera proteja este casamento.

A Ametista

Ametista! Engastada em Ouro, esta pedra translúcida tem o poder de trair os homens que

vogam a distancia, ao sabor das ondas, e de seduzir as crianças recém-saídas da câmara materna.

Foi uma nigromante de Larissa quem deu a Nikô. Envolvida em lã purpúrea de uma ovelha,

oferece Nikô à terna Afrodite.

Nossis

Nada é mais doce que o amor. A felicidade que ele nos oferece é a maior de todas.

Por vezes minha boca desdenhou até o mel.

Assim fala Nossis. Quem não desejou Cípris, ignora que flores são as rosas.

O Cinto

Rodante, a divina criança, não ousava beijar-me os lábios. Era ainda tão tímida!

Desapertando o cinto, ela atirou-me uma ponta, que eu segurei. Em seguida,

Cobriu o cinto de ternos beijos. E meus lábios sedentos restituíam de longe estes beijos.

Este jogo me consolara um pouco. O delicado cinto era como um regato, onde ria uma onda amorosa.

Melíssias

Melíssias despreza o amor. Todo o seu corpo grita, portanto, que mil flechas o feriram.

Ela anda a passos agitados, incertos; tem a respiração ofegante e um brilho estraqnho nos olhos fundos – brilho que se extingue de súbito para reaparecer um instante depois. –

Ò desejos, por vossa mãe Citeréia, queimai, queimai a criança rebelde, forçando-a a não mais negar que está amando.



sexta-feira, outubro 10, 2008

Epigramas* Amorosos da Antologia Grega.

Nas próximas sextas feiras, dia de Afrodite, vou publicar mais alguns destes epigramas que falam de amor e da deusa da beleza.

Oferenda

Eis aqui algumas flores, amada Afrodite, Rainha do Ouro.

Colhi-as nos campos da querida Hélade, não as margens dos largos caminhos por onde passaram, depois do divino cego, o piedoso Ésquilo e o sábio Euripedes, Masw ao longo dos atalhos modestos, por onde a exemplo do elegante Meleagro, passearam Leônidas, honra de Tarento e o povo dos campos. Sei que adoras, Cipris estes caminhos humildes. Aí te vêem sorrir os amantes sem glória e as pequenas cortesãs. Perdemo-nos por eles muitas vezes com prazer.

Nem todas as amorosas procuram, Tintárida, aventuras ilustres. Conheces amantes que sem terem tido o destino de Paris, julgaram feliz a sua existência. E por ser muito famoso, Menelau não é, talvez, o mais digno de Lastima dentre daqueles que tu desgraçaste.

Assim, numa época em que os servos de um deus triste desejariam Proscrever-te, Citeréia, receba de mim esta guirlanda de flores.

* Epigramas - entre os antigos gregos, qualquer inscrição, em prosa ou verso, colocada em monumentos, estátuas, moedas etc., dedicada à lembrança de um evento memorável, uma vida exemplar etc.

domingo, outubro 05, 2008

Lançamento livro com um conto meu

“Ulisses estava realizado, qualquer um que olhasse para ele diria isto. Tinha um bom trabalho, apartamento decorado com móveis assinados por bons designers contemporâneos, obras de arte, um bom carro, os filhos do primeiro casamento, terminando a faculdade e com carreiras definidas. Era, para todos que o conheciam, um exemplo de realização. Porém algo o incomodava, nem mesmo ele sabia o que.”

 

Este é o primeiro parágrafo do conto Ulisses de todos nós que escrevi para o livro Histórias do Tarô, junto com este que foi escrito para o arcano O Sol, mais vinte e dois contos fazem a viagem pelos arcanos maiores do Tarô, um livro gostoso de ler com visões destes arcanos que não encontramos nos livros de tarô.

O lançamento deste livro que já se encontra nas livrarias, (vi ontem, na Livraria Cultura da Paulista, dois exemplares na estante) vai acontecer no próximo sábado dia 18 de outubro de 2008 das 15 ás 18 horas, na Livraria Francisco Alves na Av. Paulista, 509 – em frente ao metrô Brigadeiro.

Estarei lá autografando meu conto, junto com os outros 22 autores, imaginem a oferta “compre 1 livros e pegue 23 autógrafos”.

Com certeza autografar tantos livros será um trabalho árduo, assim as 18:00 estarei maluco por uma cerveja e podemos toma-la juntos em algum boteco das vizinhanças.

Espero você lá

O link para imprimir o convite e ver todos os autores que participaram do projeto é http://www.tarjaeditorial.com.br/convites/convite_taro.htm

quarta-feira, setembro 24, 2008

Nós, os Deuses e os Mitos de Criação

Quando pensamos em religião, não podemos nos esquecer dos mitos de Criação. A cosmogonia ou cosmogênese de cada religião vai representar a Cosmovisão de seus adeptos, que nada mais é para nós agora que a nossa maneira de ver o mundo e a Divindade.

É a partir do mito de criação que nós definimos como serão os nossos deuses e o nosso comportamento perante eles. Podemos considerar os deuses como nossos senhores, como nossos familiares, ou como nós sendo parte deles. A princípio e grosso modo podemos classificar três tipos de cosmogênese nas diversas religiões. Estas cosmogonias definem claramente se a religião é Monoteísta, Politeísta ou Panteísta e a relação entre o Humano e o Divino dentro de cada uma delas.


Quem quizer ler o restante do texto, passe no www.tribosdegaia.org e depois volte para comentar aqui

quinta-feira, setembro 18, 2008

Nossa natureza


 Porque será que aceitamos os deuses na natureza e suas manifestações e ao mesmo tempo recusamos a aceitar as manifestações dos deuses nas pessoas.

Será porque consideramos a natureza que nos cerca como irracional e portanto não precisa ser politicamente correta?

Vejam assim, um raio pode destruir uma casa, matar uma pessoa ou detonar uma subestação da Eletropaulo, que tudo bem é uma fatalidade (de Fates, as Moiras) coisa do destino. Já se um filho de Zeus levanta a voz e discute ele é um grosseiro.

Todos admiram a primavera, com toda a natureza se enfeitando, para tudo ficar mais bonito. Ninguém reprova a Primavera. Mas se uma Filha de Afrodite acorda de baton, ou  como todo filho de Afrodite exercita sua sedução, o povo já vai dizer que é vaidade, luxuria... Principalmente os feios e sem graça, vão falar mal, dizer que a pessoa está se achando ou galinhando.

Hera pode perseguir com seus ciúmes todas as mulheres que se aproximam de Zeus e até causar desastres naturais com suas tempestades, mas a filha de Hera deve controlar-se, ou todos vão dizer que ela é exagerada ou psica.

Aceitamos os deuses como eles são sem reservas, porque então não aceitamos as pessoas, que são reflexo dos deuses. Tudo bem se um filho de Marte pareça um psicopata edipiano, ou que o filho de Hermes seja mentiroso e trambiqueiro. Eles são assim, iguais aos deuses que carregam em si.

Nesta nossa civilização Ocidental e Cristã, a natureza sempre foi colocada como uma inimiga que precisamos conter e subjugar, porém nem com toda tecnologia moderna conseguimos conter furacões, terremotos, maremotos, por que então esta necessidade de conter as pessoas, de fazer com que elas ajam contra a sua própria natureza?

Acredito que isto aconteça pela adoção do monoteísmo, onde o deus criador vive longe da terra e é um deus transcendente cujo o reino de glória não está no nosso planeta. Por isto qualquer lembrança dos antigos deuses é condenada, já que estes são forças que regem o planeta e nossas emoções.

Eu aceito que os monoteístas sejam assim, mas não consigo entender como as pessoas que optaram pelo paganismo, mantenham o mesmo comportamento, já que são características de deuses pagãos refletidas em seus filhos.

Por que será que mesmo no paganismo, não aceitamos as pessoas como elas são, e sempre esperamos que elas ajam como se todos fossem parte de um mesmo rebanho, todos ovelhas do senhor.

 

Pensem nisso antes de criticar o comportamento dos outros

 

terça-feira, setembro 16, 2008

Deuses perigosos e desconhecidos.

 Isto daria uma série incrível, mas falta tempo para escrever tanto e quem se interessaria em conhece-los melhor, já que todos buscam deuses mais conhecidos para prestar culto e adoração.

Vemos diariamente na rede pessoas que se dizem filhos destes ou aqueles deuses por puro gosto pessoal, a vida destas pessoas, a aparência física e a própria fé destas pessoas, contradizem totalmente o mito do deus de quem eles dizem ser filhos. Porém estes querem usar os deuses como uma jóia resplandecente visivelmente pendurada em seus pescoços, para diferencia-los dos demais. Mas como todos que querem ser diferentes caem na vala comum da mediocridade, se juntando a outros seus semelhantes, formando um grupo de diferentes iguais, nivelados pela falta de fé e conhecimento.

Infelizmente, os deuses quando ofendidos pela hibris e a falta de piedade dos humanos, se afastam saem sorrateiramente sem serem percebidos e deixam estes infelizes humanos nos braços de Pheme, Fama para os romanos.

Fama era uma Titânida, filha de Gaia que habitava no centro do mundo, nos confins da Terra, no céu e no mar, morava em um palácio de Bronze, com milhões de orifícios que captavam tudo que fosse falado no mundo, por mais baixo e inaudível que fosse e ampliando-o, propalava-o de imediato.

Faziam parte do cortejo de Pheme, o engano, a credulidade, o temor e os boatos e Fama seguia com eles por todos os cantos do mundo. Ela possuía uma infinidade de olhos e ouvidos para não perder nada e outro tanto de bocas para divulgar o que tinha visto e ouvido.

Estes que procuram os deuses em busca de promoção ou poder, são guiados pela Fama, que tanto pode ser boa ou má, mas não podemos nos esquecer que em latim “Famosus” é derivado de seu nome mas ao invés do sentido moderno de brilho e gloria, era em principio aquele que dá o que falar, difamado e desacreditado.

Quem bem nos fala desta perigosa divindade é Ovídio quando descreve o Palácio da Deusa:

"O povo se espreme no salão; uma multidão frívola circula pelos umbrais. Mil falsos boatos entrelaçados com algumas verdades circulam de boca a boca, palavras confusas ecoam no ambiente. Alguns rumores penetram nos ouvidos dos ociosos, outros divulgam por toda parte o que foi dito. Os embustes se multiplicam e o narrador acrescenta algo novo ao que ouviu." ( Metamorfoses, 12, 53-58)

Outro romano, Virgilio, ainda mais poético retrata a deusa de corpo inteiro:

"Monstro Horrível, gigantesco, possuidor de tantas plumas no corpo quantos ( Ó Prodígio!) são os olhos sob elas, quantas são as línguas e bocas para falar e ouvidos à escuta.

À noite voa entre o céu e a Terra silvando, e não fecha os olhos ao doce sono. Durante o dia senta-se vigilante nas altas cumieiras das casas ou nas mais elevadas torres.

Aterroriza as grandes cidades, persistente mensageira tanto da mentira e calunia como de parte da verdade" ( Eneida, 4, 53-58)

Às vezes a Fama é retratada como a vanguarda de Pater Mars já que os boatos, maledicências e calúnias sempre antecedem as guerras e os assassinatos e outras tantas calamidades.

Portanto os que buscam os deuses pelo poder e pela fama, numca devem se esquecer que os deuses sempre exaltam aqueles que eles querem derrubar.