segunda-feira, agosto 23, 2010

Ubi non sis qui fueris, non est cur velis vivere

(Quando não é o que foste não há razão para viveres)

Cícero já definia esta máxima como um provérbio antigo. Creio que até alguns anos atrás não entenderia esta sentença, mas hoje a maturidade, o conhecimento e a pratica religiosa, fizeram com que a entendesse perfeitamente.

Embora a primeira vista ela nos pareça uma revolta contra a velhice, que não teríamos mais função depois que passássemos da maturidade, quando a analisamos sob uma ótica pagã, percebemos que a sentença nos leva a lembrar de quem éramos na infância, isentos das influências do meio.

Na infância é quando somos nós mesmos, nossos pensamentos sonhos e fantasias ainda não foram esmagados por conceitos e preconceitos sociais. Nossos pais e a escola ainda não nos ensinaram que devemos sufocar nossos sonhos e fantasias, para vivermos no mundo e que muitos dos nossos sonhos nos levarão ao fracasso e a ruína. 

Na adolescência e juventude somos constantemente reprimidos, para que nos tornemos no futuro em profissionais competentes e possuidores de ótimos salários e vai ser exatamente isto que fazemos na maturidade, buscamos o material e dinheiro, para realizar sonhos de consumo impostos pela sociedade, embora estes não façam o menor sentido para as pessoas que fomos, ainda que de forma embrionária.

Esta maturidade que a penas visa as imposições sociais, esta vida que levamos apenas para agradar aos outros e a sociedade, nos leva a um enorme vazio, que buscamos preencher com mais sonhos de consumo. O que nos leva irremediavelmente a depressão e a infelicidade.

Se não lembrarmos quem fomos na infância, adolescência e juventude, e não buscarmos um equilíbrio ente a criança que éramos e o adulto que somos, nunca teremos uma maturidade plena nem atingiremos a excelência como seres humanos.

Seremos sempre fracassados para nós mesmos, não importa que tantos nos julguem vencedores, no nosso íntimo sempre faltará alguma coisa, sempre teremos algo como uma fome insaciável que nos corrói e nos afasta da plenitude.

Precisamos a cada dia lembrar-se de quem fomos, pois aí com certeza saberemos quem somos.
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terça-feira, agosto 10, 2010

Invictus

Invictus

(Título Original: "Invictus")

Autor: William E Henley
Tradutor: André C S Masini

Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.
 Além deste oceano de lamúria,

Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.
Por ser estreita a senda - eu não declino,

Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.

segunda-feira, agosto 09, 2010

Ontem à noite assisti Invictus

Estava com o DVD em casa já fazia alguns meses, mas relutava em assistir a obra de Clint Eastwood com  Morgan Freeman e Matt Damon, Hollywood falando de segregação racial, devia ter algo de piegas e com certeza forçaria a barra.

Mas, na falta de outra coisa, coloquei no DVD player e me surpreendi com a maneira como o Nelson Mandela , uniu um país social e racialmente dividido, usando o esporte. O rugby o esporte praticado pela classe dominante é usado como uma metáfora de como podemos unir um país em busca de um ideal de igualdade.


O filme aborda o primeiro ano de mandato de Mandela como Presidente e nos mostra que quando os ideais são maiores que os homens tudo é possível. E que Mandela, usou o perdão  acima de sua própria dor e com ele começou a unir a Africa do Sul, usando na sua própria segurança, agentes do governo anterior que até então o perseguiram.

É engraçado, que apesar da sua popularidade, o nosso presidente, não perdoa a suas duas derrotas no primeiro turno para o FHC. Com isto perdeu a chance de mostrar um mínimo de grandeza, que é o que esperávamos dele como presidente do Brasil. Lula, apesar de ter usado toda a estrutura deixada por seu antecessor, nunca foi capaz de reconhecer o trabalho de FHC.



 Outro grande erro, foi a criação de cotas para negros nas universidades, já que a divisão aqui no Brasil não é racial, mas sim social. Portanto, não são os negros, mas sim toda a classe trabalhadora e proletariado, aí incluindo os negros, que deveriam ter cotas nas universidade. Mais simples, prático e verdadeiro.  Assim nosso presidente demonstrou, que não chega nem perto do estadista que ele diz que é, não tem a grandeza de espírito que o cargo precisa. Foi lamentavelmente mais um populista, que manipula dados e pesquisas em seu próprio beneficio. E que na hora do aperto, diz que não sabe de nada, por medo de cortar na própria carne, ou seja seu partido, todos os que se corromperam e transformaram este país num mar de lama.
Que pena, mas podemos ver no filme como poderia ter acontecido conosco e com o Brasil, se tivéssemos tido por aqui um grande homem.

quarta-feira, agosto 04, 2010

Dzi Croquettes - eu ainda me lembro.

É engraçado como algumas coisas são completamente apagadas da nossa memória, esquecendo acabamos por repetir os erros e a não se lembrar dos acertos.



No começo dos anos 70, com a ditadura instalada, a nossa liberdade cerceada, nossa imprensa, teatro, musicas e manifestações artísticas e culturais censuradas, nasceu os Dzi Croquettes, um espetáculo teatral, que mesmo sem percebermos, mudou a visão de uma geração.


Nos esquecemos da Ditadura, tanto que vemos hoje um governo censurando a imprensa e fazendo alianças com cruéis ditaduras mundiais, e não lembramos mais de quanto sofremos com isto no passado. Se na ditadura, se não fossemos de direita éramos considerados criminosos de esquerda, hoje se criticamos o governo petista, somos hostilizados, por sermos reacionários de direita. Quanto tempo vai demorar para repetir o passado?
Aos 21 anos, assisti varias vezes o show musical dos Dzi Croquettes, era algo que hipnotizava. Homens (não vale a pena discutir aqui suas preferências sexuais) caricaturados de mulheres colocavam toda a força do masculino na dança. Que a principio parecia ser um espetáculo gay se transformava numa salada pansexual e a convivência do masculino com o feminino no mesmo corpo. Movimentos femininos, num corpo masculino, com pelos no peito e nas pernas, bigodes e barbas, transformando o show numa visão carnavalesca dos blocos travestidos percorrendo as ruas em fevereiro.

A lição que aprendemos com os Dzi, é que todos têm o masculino e feminino no seu interior e, portanto, qualquer sentimento de preconceito por opção sexual é contra nossa natureza dualística. Com isto aprendi a conviver com pessoas, com gente. E gente não se define por sexo, cor raça ou religião.


Posso nunca mais ter falado deles, praticamente me esquecido do espetáculo, mas a lição que aprendi com eles me tornou uma pessoa melhor.

Um grande documentário, que me fez sentir saudade e orgulho de pertencer a uma geração que ainda via novidades, que possuía uma vanguarda real e não estas infindáveis repetições pós modernistas que querem nos impingir como vanguarda e avanço político.

Dzi Croquettes o documentário.

sexta-feira, julho 30, 2010

Hipocrisia Ecológica (1)

Sacolas plasticas de supermercado

Não que os militantes ecológicos, não tenham uma certa razão para comemorar , afinal uma vitória é sempre uma vitória,  mesmo que seja uma Vitória de Pirro*


 Todos comemoraram a lei que no Rio de Janeiro proíbe aos supermercados oferecer saquinhos plásticos para carregar as compras. Legal, sacos plásticos demoram para se decompor na natureza e tal e tal...

Não usar os sacos plásticos é realmente uma atitude ecológica, teve até a campanha de Radio “Saco é um Saco”, com a Xuxa Meneghel e a Maitê Proença patrocinada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). Fato comemorado por Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente, que acredita que a adesão de artistas na campanha ajudaria a conscientizar os brasileiros.
Proibindo os supermercados distribuir as mal faladas sacolinhas, resolvemos o problema do lixo não reciclável? É claro que não, afinal, devemos levar nosso lixo até a porta da rua, onde os coletores de lixo o recolhem. E como os levamos? Não podemos carregar nosso lixo orgânico com as mãos e empilharmos na porta de casa, mesmo porque isto deixaria nossas cidades ainda mais sujas e com certeza aumentaria a já desproporcional população de ratos e baratas.
Se não me engano existe lei que nos obriga a colocar o lixo em sacos plásticos para coleta, ops...



Se somos obrigados por lei a colocar o lixo acondicionado em sacos plásticos para a coleta, e os supermercados são proibidos de nos oferecer sacolas plásticas, com as quais usamos para colocar o lixo na porta, teremos que comprar nos próprios supermercado sacos de lixo, como aqueles pretos, que são mais grossos que as tais sacolinhas, ou seja trocamos as sacolinhas de plástico fininhas, pelos sacões de lixo mais grossos e maiores. A natureza ganha o que com isto? Nada, os sacos plásticos vão continuar a ser jogados nos lixões e aterros sanitários.
Quem ganha com isto? Os supermercados que passam a vender o que antes davam de graça.
Uma outra desvantagem de se colocar o lixo nos sacos pretos e grandes, é que usando as sacolinhas de supermercado dividimos melhor o lixo, e os catadores de lixo que passam com as suas carrocinhas, escolhem o que querem levar apenas apertando as sacolinha, percebem o que é papel e o que lixo orgânico. No saco grande, eles são obrigados a abrir o saco e a espalhar nosso lixo pela calçada.

Portanto, foi uma vitória da Natureza ou do Lobby supermercadista, que só fará o que estes empresários sempre fazem reduzir seus custos e aumentar o lucro.
Então ministério do Meio Ambiente?  É pra comemorar, ou se perguntar quem levou grana nisso???

*Para quem não conhece, Pirro era um rei grego que derrotou duas vezes os romanos, e com isto arruíno-se irremediavelmente, já que não tinha como continuar lutando, pois o custo destas vitórias em homens, destruiu seus exércitos enquanto os romanos recebiam mais reforços. Ganhou duas batalhar e perdeu a guerra.

quarta-feira, julho 28, 2010

Todos os Fogos O Fogo*

Creio que praticamente todas as religiões louvem o fogo. Mesmo nas religiões monoteístas o fogo é disfarçadamente louvado.
 O fogo, ou melhor, o seu domínio, separa os homens dos animais, já que estes fogem ao menor odor de fumaça. Deixamos de ser animais ao controlar o fogo, pois este, como todos os demais elementos, pode ser tanto benéfico como altamente maléfico e destruidor.
O fascínio levou os humanos a coletar o fogo dos céus, através dos incêndios causados por raios, e com ele aquecer e proteger suas cavernas e acampamentos. Esta convivência pacífica entre o homem e os elementos nos fez ganhar as noites, antes amedrontadoras. Com a vitória sobre as trevas, os humanos não só ganharam conforto e proteção, mas também ganharam o tempo.

Esta vitória sobre o tempo permitiu que nas horas roubadas das noites eles desenvolvessem suas habilidades vocais, passando a dividir suas experiências com os outros, principalmente para os mais jovens. A narrativa oral e gestual permitiu nossa raça a distanciar-se dos selvagens e a desenvolver novas estratégias para a caça e a alimentação. Alimentos que antes eram impróprios para consumo humano, agora cozidos ampliavam o cardápio de nossos ancestrais, permitindo uma alimentação mais completa.

Portanto podemos vê-lo com uma diversidade de funções e associações e metáforas que usam o fogo como base.
No dicionário Houaiss encontramos mais de 24 significados para a palavra fogo, entre elas Paixão, Amor, Guerra, Paz ou Lar em uma sala com lareira onde uma família aquecida se reúne.

O fogo pode ser tanto luz como luz celestial, quanto as trevas subterrâneas onde as chamas castigam os ímpios, o fogo do Tártaro.
Louvamos o Fogo a partir de quatro divindades greco-romanas:
Hestia/ Vesta – O fogo purificador, o elemento em si das grandes fornalhas estelares.
Dioniso/Pater Liber – O nascido do fogo do raio, que com sua bebida, iguala a todos os homens.
Ares/Marte – O fogo paixão, o calor das batalhas, o fogo destrutivo, o amor que consome, enfim, o fogo que é difícil de controlar.
Hefesto/Vulcano – O fogo que produz, que cria maravilhas, o fogo das forjas que faz o aço, o fogo da inteligência, das artes, o fogo controlado e dosado.
Destes quatro, os dois últimos ganham importância no nosso calendário tropical como fogo novo e fogo velho. Fogo novo é o incontrolável, e fogo velho é o criativo e são lembrados em duas datas.

1 de março, feria igne leni, que é a passagem do vibrante fogo das paixões da primavera/verão para o fogo velho, o fogo criativo e acolhedor do outono/inverno. Nesta data comemoramos o nascimento de Ares/Marte patrono do mês romano de Martius e com o declínio da duração do dia, louvamos o fogo velho, Vulcano, pois é época de pensarmos e ficarmos mais recolhidos.
1 de agosto,  este ano antecipado, a feria renovare ignum, quando o fogo incontrolável aparece no prolongamento dos dias antecipando a primavera, época das paixões e trabalhos externos, junto à natureza.
Nestas duas festas temos o período de jejum do fogo, para nos lembrarmos o desconforto de antes do domínio do fogo. Em ambas feriarum, depois do período de jejum, onde nenhum fogo é aceso, nem velas ou fogões, o fogo é recolhido do céu (com lentes) junto ao círculo de Zeus/Jupiter ou, quando está nublado, com a Pedra do Raio (sílex) e a partir deste fogo do céu (fogo divino) é que todos os fogos da casa são acesos.
Ao entardecer, depois de oferendas, este mesmo fogo do altar de Zeus acende a fogueira da festa.












*Pegando o titulo de um conto do Julio Cortázar, mas ele se adapta muito bem a este post

terça-feira, julho 20, 2010

Realmente estou muito Bem, Obrigado!*

As vezes olho para este blog e minhas pontas dos dedos coçam para teclar, aí penso: estou tão bem assim, vivendo minha vidinha besta, babaca e tão boa, que domino minha vontade de escrever.

Mas, é uma merda este tal de “mas”. Como deixo o blog como pagina inicial, vejo ele várias vezes por dia e, portanto o comichão de escrever publicamente tem atormentado um bocado. Ainda mais quando abro meu e-mail e vejo comentário de posts de 4 anos atrás. Sucessos póstumos, já que postagens antigas são como jornais de ontem, só servem para embrulhar peixe ou forrar o chão para pintar a casa.

Neste período de sumiço**, escrevi um livro, ressuscitei um sítio, formei uma gens (diga guens), que é um clã, para trabalhar a religiosidade Greco romana e usei as redes sociais só pra jogar farmville.

Longe dos bisbilhoteiros de plantão, do “OLHO GORDO” de pessoas que reviram a rede só pra se revoltar com o sucesso dos outros tenho vivido muito bem.

Mas, olha ele aí de novo, não falei mal do nosso querido presidente que se faz de idiota e ignorante enquanto ele e seu grupelho assaltam o país e quer nos impingir uma guerrilheira pequena burguesa que nunca trabalhou na vida, o que, condiz com a vida do nosso presidente, que nunca trabalhou de verdade.

Não falei nenhuma maledicência sobre os picaretas esquisotéricos de plantão, não chutei o balde contra os espaços esotéricos, que ainda fazem palestras e cursos idiotas a troco de comida pra cachorro, com algum imbecil pusilânime, que como um pastor evangélico quer catequizar fieis para o paganismo.

Sinto falta disso...

Assim, abro novamente as portas deste labirinto para que alguns incautos entre e se perca com as minhas palavras e minha dislexia, que nunca me deixa compreender as virgulas e outras regras gramaticais.

Enfim minha agente literária, acha que devo voltar pra rede, pois isto pode ajudar a vender meu livro.

Então... Voltei

*Não pensem em um bom pastor , olhando para esta foto. Na verdade este carneirinho é um dos gêmeos que nasceram em Aruanã. Este o branquinho se chama Almoço, o outro o malhadinho se chama Jantar.

**por incrível que pareça, o ultimo post anterior a este, só reparei agora foi publicado num 11 de setembro, era pra ter derrubado este blog.

terça-feira, agosto 25, 2009

Maryann Forrester



Ou a Bacante comportada de True Blood.


Até agora nada contra a série da HBO, pelo contrário, adoro a série... Tanto que não aguentei esperar até o fim para baixar a segunda temporada inteira e ver tudo de uma vez só. Domingão nublado alguns filmes suspeitos e cinco episódios já baixados com legenda e prontos para ver. A alternativa foi baixar mais 4 e ver os nove disponíveis.

Continuo achando a série fantástica com uma visão extremamente criativa do mundo do invisível e sobrenatural. Onde os mitos e fantasias convivem no mundo real buscando a compreensão dos humanos, afinal como dizem os vampiros menos radicais: nada contra os humanos, mas, precisávamos nos alimentar.

Nesta segunda temporada onde os radicais de ambos os lados armam a guerra entre humanos e vampiros, os demais personagens como os metamorfos encaram a fúria de Maryann Forrester uma bacante imortal, segundo uma de suas seguidoras, busca restaurar os cultos orgiásticos “levados pelo entusiasmo, inspirados” em Bon Temps, Louisiana.

Claro, que sendo uma série, com roteiro feito por americanos a coisa descamba e falta um bocado de informações como a história de comer corações humanos em tortas ou em outros alimentos cozidos. Ou tirar o coração com uma faca ritual. Nos cultos originais, poucas vezes se comia carne humana, eram animais que eram dilacerados com as mãos e sua carne e órgãos eram comidos crus e ainda pulsantes.

A omofagia é hábito ou prática de comer carne crua e uma das principais características do culto dionisíacos, portanto ela picando e salteando o coração com temperos na frigideira é totalmente absurdo, assim como identificar Dionísio, um deus com chifres, com o demônio cristão é uma verdadeira aberração.

No geral, excluindo os desvarios acima e mais o fato da basáride Maryann, se vestir como uma sacerdotisa da wicca, e não estar no figurino de uma mênade, que participava dos cultos rasgando suas roupas e arranhando seu corpo com as unhas a ponto de verter sangue e ter os cabelos desgrenhados, o que me incomodou um pouco, a visão do poder dionisíaco tomando uma cidade de assalto, e espalhado a loucura e a liberdade entre o povo é muito interessante e forte. E o culto onde a identidade e os preconceitos se perdem juntamente com as roupas deixadas pelo caminho e a percepção dos conceitos morais e estéticos são eliminados. Velhos e moços, gordos ou magros, feios e bonitos se entregam a orgia e aos próprios instintos é realmente verdadeiro, pois para Dionísio todos são iguais.